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Governança Empresarial Familiar

O empreendedorismo como legado

Santa Catarina continua entre os estados mais desenvolvidos do país, quando se avalia o padrão de vida (3º), educação (2º) e longevidade e segurança (2º). Entre 295 municípios catarinenses, Jaraguá do Sul ostenta o 8º maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) (IBGE, 2010)

Grande parte destes números positivos se deve às empresas privadas de uma ou mais gerações.

            Também, na Alemanha, Inglaterra e EUA, empresas privadas, pequenas e médias,  constituem uma considerável proporção no universo organizacional.  Enfim, a força dessas organizações faz com que elas sejam responsáveis por grande parte do desenvolvimento econômico mundial.

            Segundo Maquiavel (1469-1527), “os homens trilham quase sempre estradas já percorridas”. Diferentemente da maioria, contudo, empreendedores são pessoas que apresentam características peculiares que os destacam das multidões: eles não se conformam com as soluções existentes e buscam seus próprios caminhos e sonhos. Montam seus próprios negócios, organizam, administram e assumem o risco do resultado do empreendimento. Criam empresas a partir de suas ideias e através de um trabalho árduo e persistente. Diferenciados, os empreendedores possuem uma motivação singular, gostam do que fazem, não se contentam em ser mais um na multidão, querem ser reconhecidos e admirados, referenciados e imitados, enfim, querem deixar um legado.

            Todo empreendedor precisa de liberdade para agir e definir caminhos. Ele não pode depender de outras pessoas, mas humildemente sabe que precisa trabalhar em equipe. Tudo a ver, pois ao longo da história, sempre se destacou a interdependência entre a humildade e a sabedoria, por exemplo: “numa viagem, um homem deve andar com um companheiro que tenha a mente igual ou superior à  sua” (BUDA, 563 a.C. – 483 a.C.), “a humildade é a única base sólida de todas as virtudes” (CONFÚCIO, 551 a.C.-479 a.C), “só sei que nada sei” e “sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância” (SÓCRATES, 470 a.C.-399 a.C.), “a humildade é o primeiro degrau para a sabedoria” (SÃO TOMÁS DE AQUINO, 1225-1254), e “daria tudo o que sei pela metade do que ignoro” (DESCARTES, 1596-1650).

            Como no atletismo, contudo, em que existem diferenças significativas entre ‘velocistas’ e ‘fundistas’, isto é, entre aqueles, os primeiros, que ‘explodem’ na partida e têm ‘fôlego para poucas centenas de metros’ e aqueles outros, os segundos, que ‘cumprem muitos quilômetros (até ‘maratonas’) antes de encerrar a sua participação’, o mesmo ocorre no empreendedorismo.

            Assim, todo empreendedor de sucesso, mesmo mantendo a sua necessária postura de ‘confiar no seu próprio taco’ (feeling para alguns e ‘cheirador’ para outros menos globalizados), é humilde no sentido de se manter um eterno aprendiz e está preparado para a sua saída, num certo dia de sua existência, submetendo-se ao inexorável ciclo biológico da vida: nascimento, crescimento, envelhecimento e morte.

            Afinal, o empreendedor de sucesso sabe que, mais importante do que erguer um negócio e formar um patrimônio a partir ‘do zero’, é mantê-los ‘vivos’. Daí a necessidade, antes da sua senilidade, que seja ‘passado o bastão’ ao seu sucessor, através de um processo bem planelado e preparado.

O ‘novo’ empreendedor deixou de ser o ‘mestre’, ‘professor’ ou ‘catedrático’ do passado, que transmitia saber sem interação ou questionamento. Com humildade, ele se adaptou ao redesenho dos novos tempos, em que não há mais espaço para o mero repasse de ‘pacotes prontos’, ‘manuais engessados’ e ‘fórmulas cabais’ ao seu sucessor. Por outro lado, ele sabe que não pode haver ‘dupla’ liderança, no período de transição, sob risco de ser criado um vácuo e se abrir um espaço para o protagonismo, o oportunismo e a falta de responsabilidade por parte daquele que o sucede no empreendimento.

            Ou seja, o mais importante na sucessão de um empreendedor, é que seja preservado o principal objetivo (independentemente de quem vier a estar à frente dos negócios e da administração do patrimônio, no dia-a-dia): o crescimento, o desenvolvimento e a lucratividade do empreendimento e do patrimônio.

            A utilização dos princípios da ‘governança’ (‘modelo de gestão que respeita todos os envolvidos no negócio’), incluindo um bem estruturado ‘Plano de Sucessão Familiar’, e coordenado por um profissional independente, pode permitir melhores resultados, evitando disputas pelo poder e fomentando a união de todos os familiares (inclusive os de fora da gestão do negócio) em busca de resultados crescentes e otimização do desempenho do empreendimento e do patrimônio.

Eng Emílio Da Silva Neto  Dr. Eng.

Doutor em Engenharia e Gestão do Conhecimento,

Industrial, Consultor, Conselheiro e Professor

[email protected]

47 9 9977 9595

Fonte: http://www.jaraguaam.com.br/blogs/governanca-sucesso-na-empresa-familiar/o-empreendedorismo-como-legado

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