Parece que você não possui a versão mais recente do Flash Player

Governança Empresarial Familiar

O bolivarismo como antítese do capitalismo

‘Bolivarianismo’ é um conjunto de doutrinas políticas que vigora em partes da América do Sul, especialmente na Venezuela

O termo ‘bolivarianismo’ provém, injustamente, do general venezuelano do século XIX, Simón Bolívar, libertador que liderou a luta pela independência em grande parte da América do Sul, e especificamente nos países historicamente bolivarianos (Bolívia, Colômbia, Peru, Equador, Panamá e Venezuela).

Aqueles que se fazem chamar bolivarianos dizem seguir a ideologia expressa por Simón Bolívar nos documentos da Carta da Jamaica, do Discurso de Angostura e do Manifesto de Cartagena, entre outros. Entre suas ideias,  estão o repúdio à intromissão e dominação econômica estrangeira nas nações americanas e ampla intervenção estatal na economia. Seus defensores proclamam o ‘bolivarianismo’ como uma ideologia que une o republicanismo cívico-humanista e o socialismo do século XXI.

Na realidade, em sua versão mais conhecida e atual, o ‘bolivarismo’, iniciado por Hugo Chávez, e, agora, promovido por seu sucessor, Nicolás Maduro, se distancia quase que completamente das ideias originais de Simón Bolívar, e vem apresentando, até o  momento, resultados catastróficos.

De outro lado, o capitalismo continua se evidenciando como o melhor sistema sócio-econômico, este baseado no estado bem menor e empreendedorismo privado, combinados com a liberdade e a dignidade para quem atua no mundo dos negócios.

No livro ‘Dignidade burquesa’ (no original ‘Bourgeoisie dignity’), Deirdre McCloskey, economista da Universidade de Illinois, em Chicago, ressalta que as invenções que mudaram o mundo (automóvel, telefone, gasolina, internet, antibiótico, computador, avião, etc.) não surgiram espontaneamente ou por decreto governamental, mas, sim, através de esforços de pessoas do povo em ambientes propícios e de liberdade civil.

Contudo, segundo a autora, apesar de permitir a prosperidade generalizada, o capitalismo de livre-iniciativa ainda conquista restrito respeito entre intelectuais e pouco afeto das massas. E ela pergunta: por que o sistema é tão odiado por tantas pessoas? Será que ele precisa mudar? Será que é preciso modificar a forma de pensar?

Ou seja, em vez de ser visto pelo que realmente é, o capitalismo e os negócios, com grande frequência, ainda carregam a fama de vilões e levam a culpa por quase tudo o que se desaprova no mundo. Por exemplo, o capitalismo e as empresas privadas são, muitas vezes, acusados de explorar trabalhadores, ludibriar consumidores, promover desigualdades ao beneficiar ricos em detrimento de pobres, fragmentar comunidades e destruir o meio ambiente. Assim, empreendedores e outros personagens ligados aos negócios são, inadvertidamente, deplorados como pessoas motivadas basicamente por egoísmo e ganância.

Segundo explica o livro, o capitalismo encontra-se sob ataque por várias razões, entre as quais:

  1.  os homens de negócios permitem que a base ética do capitalismo de livre-iniciativa seja intelectualmente ‘sequestrada’ por economistas e críticos, que atribuem ao sistema uma identidade estreita, egoísta,  imprecisa, não transparente e desprovida de ética
  2. muitas empresas funcionam com baixo nível de consciência quanto a seu verdadeiro propósito e ao impacto que exercem no mundo, às vezes prejudicial à sociedade e ao planeta
  3.  nos últimos anos, o mito de que as empresas devam se concentrar na maximização dos lucros, se enraizou na ‘academia’. Um dos efeitos disso, em muitas organizações, foi a perda da conexão das pessoas aos níveis mais profundos de seus talentos e, em consequência, redução da sua capacidade de envolvimento
  4.  a regulamentação, o tamanho e o alcance dos governos cresceram muito, criando condições para a expansão de um ‘capitalismo entre amigos’, com a livre-concorrência perdendo espaço para o favorecimento baseado em relações políticas – o que definitivamente não é o capitalismo verdadeiro, embora seja esta a percepção de muitas pessoas

Enfim, quatro desafios significativos, mas que devem ser superados se se pretender conservar ou expandir a liberdade, a dignidade e as conquistas da sociedade moderna para os bilhões de habitantes do planeta que ainda enfrentam necessidades extremas, entre os quais os mais de 13 milhões de desempregados brasileiros, sem contar os fugitivos da ‘bolivariana’ Venezuela.

Nota: No dia 16 de junho, um sábado, das 09h00 às 13h00, na Grafipel, o autor lançará o seu livro sobre EXCELÊNCIA PROFISSIONAL e terá imenso prazer em receber seus ouvintes e leitores para a sessão de autógrafos.

 

 

Emílio Da Silva Neto

Industrial, Consultor, Conselheiro, Palestrante e Professor

Sócio da ‘3S Consultoria Empresarial Familiar’

(Especializada em Processo Decisório Colegiado, Governança, Sucessão,

Compartilhamento do Conhecimento e Constituição de Conselhos de Família)

Doutor em Engenharia e Gestão do Conhecimento

Curriculum Vitae: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4496236H3

Tese de Doutorado: http://btd.egc.ufsc.br/wp-content/uploads/2016/08/Em%C3%ADlio-da-Silva.pdf

[email protected]

47 9 9977 9595

 

 

 

Fonte: http://www.jaraguaam.com.br/blogs/governanca-sucesso-na-empresa-familiar/o-bolivarismo-como-antitese-do-capitalismo-2

comentários

notícias relacionadas