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Excelência no Trabalho

Empresas são criadas para não acabar nunca

Aproximadamente 70% dos empreendimentos existentes no mundo não sobrevivem à morte do fundador. Isto devido à falta de habilidade gerencial, frágil gestão estratégica, carência de visão empresarial e desconhecimento das peculiaridades da empresa familiar, fatores cruciais que contribuem para a mortalidade de tais organizações

Além disso, a derrocada das empresas familiares acontece, sobretudo, no momento nevrálgico da passagem do bastão de uma geração para outra.

Neste sentido, planejar o processo sucessório constitui-se num fator chave para a expansão e sobrevivência da empresa familiar. Planejar a sucessão significa, dentre tantas coisas, refletir sobre os diversos elementos fundamentais que a constituem. Um deles trata-se do desenvolvimento das competências e habilidades necessárias e importantes para o sucessor dar continuidade ao negócio da família. Neste sentido, a aprendizagem e a formação do sucessor assumem posição estratégica para o êxito do processo sucessório, momento oportuno, inclusive, para que toda a estrutura da organização seja ‘radiografada’.

Segundo a The Family Business Network, uma rede internacional sem fins lucrativos administrada por empresas familiares para empresas familiares, com o objetivo de reforçar o sucesso ao longo das gerações, criada na Suíça em 1989, contando atualmente com mais de 8 mil associados de mais de 60 países, e no Brasil,  estabelecida desde 2000, a aprendizagem e formação do sucessor, quando extrapolam os limites da influência do sucedido, como em escolas e outras organizações, resultam em maior eficácia no desenvolvimento de capacidades e aquisição de experiências ao sucessor, devido à maior liberdade de ação e de criação do estilo próprio. Segundo esta rede, sucessores de empresas familiares só têm sucesso se conseguem êxito em colocar sua ‘marca’ na empresa, substituindo a  do antecessor, pessoa que unia toda a família, bem como, recriando a empresa, baseada não mais em uma administração centralizada, personalizada, mas, sim, calcada em colaboradores e processos, com o sucedido, aos poucos, perdendo a imagem de chefe patriarca e assumindo o papel de mediador.

Com base nos princípios e crenças do IBGC – Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, pode-se aventar alguns fatores para uma sucessão empresarial familiar de êxito, a saber:

a)      o sucessor se prepara cedo para assumir o cargo que lhe espera

b)      a entrada na empresa ocorre segundo a vontade do sucessor e sem a pressão paterna

c)      por parte dos demais membros da família existem acordos claros sobre a sucessão e a condução da empresa

d)      a assunção das responsabilidades empresariais é treinada durante anos ou se baseia em concepções empresariais próprias calcadas em modelos de sucesso

e)      sucedido e sucessor não dão oportunidade a seus colaboradores para jogar uma geração contra a outra

f)       o ‘passar do bastão’ não ocorre de um dia para o outro, mas a partir de uma retirada gradativa do sucedido

g)      a sucessão é aproveitada como oportunidade para reestruturar a empresa e dar novos rumos a ela

h)      ao sucessor é dado espaço suficiente para fazer da empresa do sucedido a sua própria empresa

Outra questão que tem que ser analisada criteriosamente é o quanto o estilo de administração do sucessor pode se diferenciar do da administração do sucedido. Existem casos em que sucedido e sucessor não conseguem chegar a um acordo e não conseguem viver em paz.

Administrar uma empresa não é uma questão de ‘jogo de queda de braço’. Ninguém deve tentar vencer o jogo a qualquer preço. Mas, se esta desavença ocorrer, deve ser contratado um intermediador neutro. Em todo caso, sempre cabe ao sucedido despertar em seu sucessor o compromisso para com uma questão muito importante que ele tem que reconhecer: ‘quem somente segue as pegadas do pai, nunca poderá superá-lo’.

Enfim, muitas sucessões fracassam porque não houve uma boa preparação inicial do sucessor, como formação, estudo e estágios em outras empresas, não apenas para conhecer outras realidades, mas também para conhecer ‘o outro lado da mesa’, recebendo pareceres independentes sobre suas qualidades e fragilidades.

Também, a efetiva preparação do sucedido é reconhecida na liderança e competência social, participando de sociedades e organizações, com papel destacado, mas envolvendo o sucedido, na busca de aconselhamento e consolidação de posições e decisões. Na empresa, a preparação do sucedido se dá passo a passo na administração da empresa, assumindo progressivamente responsabilidades por projetos importantes, áreas específicas, departamentos e diretorias, tudo a partir de êxitos em cada ‘degrau’.

Fonte: Tese De Doutorado (*) de Emílio Da Silva Neto, Capítulo 2.8

(*): http://btd.egc.ufsc.br/wp-content/uploads/2016/08/Em%C3%ADlio-da-Silva.pdf)

À venda na Grafipel / Jaraguá do Sul-SC

(www.grafipel.com.br/produto.php?id=190762)

 ou, autografado, diretamente com o Autor

Emílio Da Silva Neto

Industrial, Consultor, Conselheiro, Palestrante e Professor

Sócio da ‘3S Consultoria Empresarial Familiar’

(Especializada em Processo Decisório Colegiado, Governança, Sucessão,

Compartilhamento do Conhecimento e Constituição de Conselhos de Família)

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Doutor em Engenharia e Gestão do Conhecimento

Curriculum Vitae: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4496236H3

Tese de Doutorado: http://btd.egc.ufsc.br/wp-content/uploads/2016/08/Em%C3%ADlio-da-Silva.pdf

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emiliodsneto@gmail.com / 47 9 9977 9595

 

 

Fonte: http://www.jaraguaam.com.br/blogs/governanca-sucesso-na-empresa-familiar/empresas-sao-criadas-para-nao-acabar-nunca

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