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Governança Empresarial Familiar

A empresa e o valor enorme da gestão do seu conhecimento

Líderes de sucesso procuram constantemente as melhores formas para aumentar o desempenho e os resultados de suas empresas, o que os têm motivado a buscar novos entendimentos em mecanismos substanciais, mas complexos, tais como o conhecimento, que levam à eficiência empresarial

            A Gestão do Conhecimento, longe de ser mais uma moda (passageira), é ampla, multidimensional e cobre todos os aspectos das atividades das empresas. Estas, para serem competitivas e bem-sucedidas,  devem criar e manter um ‘capital intelectual’ balanceado.

            A Gestão do Conhecimento, ou gestão do ‘capital intelectual’ (também denominado ‘ativos intangíveis’) de uma empresa, é, segundo Davenport (1998), o processo sistemático e especificado organizacionalmente para adquirir, organizar e comunicar conhecimento de empregados, de modo que outros empregados possam fazer  uso do mesmo para um trabalho mais efetivo e produtivo.

            Por sua vez, os ‘ativos intangíveis’ de uma empresa são o somatório do ‘capital humano’ (competências individuais, sob a forma de conhecimentos tácitos, explícitos e estratégicos) ao ‘capital estrutural’ (rede de relacionamentos internos, sob a forma de sistemas administrativos, cultura organizacional e sistemas virtuais) e ao ‘capital de clientes’ (rede de relacionamentos externos, sob a forma de clientes, fornecedores e imagem da marca).

            Assim, os líderes de empresas precisam estabelecer suas prioridades e integrar os seus objetivos à gestão do seu ‘capital intelectual’,  através de uma sistemática Gestão do Conhecimento.

            Em meados dos anos 80, as empresas começaram a notar este crescente papel do conhecimento no emergente ambiente competitivo, quando a competição internacional passou a enfatizar os produtos e os serviços de qualidade, diversidade, receptividade e customização.

            Surpreendentemente, ainda pouca atenção tem sido dada à gestão do ‘intelecto profissional’  ou de ‘como as pessoas trabalham em suas mentes’.

            Contudo, quase todos os líderes empresariais concordam que o conhecimento é um fator fundamental por trás do sucesso de uma empresa e todas as suas atividades.  E, assim, buscam maneiras de criar e gerar valor a partir das vantagens do conhecimento dentro de suas empresas.

            Assim, a Gestão do Conhecimento emerge como uma estratégia de busca e estudo nas empresas de seus conhecimentos e expertises inseridos na execução de seu trabalho.

            Objetivamente, os objetivos da Gestão do Conhecimento são:

  • Ø fazer a empresa agir o mais inteligentemente possível para assegurar sua viabilidade e sucesso geral
  • Ø perceber e aplicar o melhor valor das vantagens do conhecimento

            Para atingir esses objetivos, as empresas avançadas constroem, transformam, organizam, disseminam e usam as vantagens do conhecimento, maximizando a sua efetividade e renovando-o constantemente.

            Enfim, esta nova economia, ‘baseada em ideias’, inclui um potencial quase ilimitado para o crescimento econômico e sucesso, que inovações e produtos baseados no conhecimento, fazem possíveis . Isso diverge das perspectivas mais tradicionais, que presumem oportunidades de expansão restritas, baseadas na escassez de recursos físicos, trabalho disponível e capital, os chamados ‘ativos tangíveis’ (ou ‘fatores de produção’, conforme Adam Smith escreveu em 1776).

            Segundo Peter Drucker (1993), nesta nova Economia, a ‘Economia do Conhecimento’, o conhecimento é o principal ‘fator de produção’, de agregação de valor, produtividade e crescimento econômico. Isto proporciona inovação e capacidade contínua para criar e entregar produtos e serviços da mais alta qualidade, através da captura de conhecimento efetivo, ‘reuso’ e construção sobre o conhecimento prévio.

            Em resumo, o foco da economia mudou ao longo do tempo. Previamente, o foco era fazer mais com menos recursos (buscando excelência operacional). Mais tarde, o foco mudou para criar produtos mais inteligentes (buscando liderança de produto). Recentemente, empresas  avançadas focam em criar soluções engenhosas para fazer os clientes serem bem-sucedidos em seus próprios negócios (buscando a intimidade com o cliente).

            O ingresso na ‘sociedade/economia do conhecimento’ significa ênfase na adição de valor competitivo a produtos e serviços, por aplicação de expertise humana direta ou adquirida –  o conhecimento. Essa é uma mudança considerável de prover valor a confiar em recursos naturais ou eficiência operacional como foi o caso de em épocas anteriores.

            Com o conhecimento como a maior força motriz por trás da ‘economia das ideias’ e por trás de áreas de crescimento novas e independentes de pesquisa, pode-se esperar que a ênfase na criação, desenvolvimento, organização e poder do conhecimento continuarão a ser o foco principal por muito tempo. Como resultado, deve-se prever que o conhecimento bem aplicado e continuamente melhorado será o combustível para melhorar a qualidade de vida para todo o mundo.

Emílio Da Silva Neto

Doutor em Engenharia e Gestão do Conhecimento,

Industrial, Consultor, Conselheiro e Professor

emiliodsneto@gmail.com

 

 

Fonte: http://www.jaraguaam.com.br/blogs/governanca-sucesso-na-empresa-familiar/a-empresa-e-o-valor-enorme-da-gestao-do-seu-conhecimento

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