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Clássicas da Jaraguá

TCHAIKOVSKY: o mestre das melodias inesquecíveis

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Ouça o programa do dia 06/08/17:

Imaginem um homem nervoso, hipocondríaco e profundamente infeliz. Nas suas próprias palavras: “todo novo contato, todo novo encontro com alguém não familiar tem sido para mim motivo de sofrimento… resultado provavelmente de uma timidez que já se tornou um vício, provavelmente de uma total falta de qualquer necessidade de contato humano.”

Quis o destino que esta criatura atormentada se tornasse o compositor mais popular da história: Pyotr Ilych Tchaikovsky (1840-1893).

Tchaikovsky tinha um senso melódico fantástico. Ninguém escrevia melodias mais belas do que ele. Sua orquestração era motivo de comentários elogiosos. Apesar disso ele sempre teve dificuldade de dominar as formas musicais tradicionais. Sua mente não conseguia unir lógica e imaginação da mesma forma que Beethoven e Brahms.

Na pausa criativa entre a conclusão da 4ª e a 5ª Sinfonias Tchaikovsky escreveu em 1880 3 obras mais curtas. Durante a estada em Roma no ano anterior ele projetou um Capricho Italiano, cujo motivo principal utiliza o toque de recolher do exército italiano. É uma composição mais leve em comparação com as outras que ele tinha feito até aquele momento.

O concerto para violino de Tchaikovksy é um dos mais executados na atualidade. A origem deste concerto remonta a amizade que o compositor tinha com o violinista Yosef Kotek. Este o apresentou à Nadezhda von Meck, sua futura patrocinadora.

Juntos estudavam as partituras de músicas novas que chegavam á Rússia. Uma obra que despertou especial interesse foi a Sinfonia Espanhola de Lalo. A obra que é uma espécie de concerto para violino inspirou Tchaikovsky a escrever seu próprio concerto para o instrumento.

A obra foi escrita em apenas 3 semanas e Kotek desempenhou um papel importantíssimo ao dar toda a assessoria técnica ao compositor. Executava cuidadosamente todos os solos e verificava se as ideias do compositor eram possíveis de ser executadas no violino.

De toda a obra Kotek apenas não aprovou o 2º movimento e Tchaikovsky em menos de 24 horas o substituiu pela canzonetta que hoje conhecemos. A orquestração levou apenas 6 dias para ficar pronta.

Naturalmente Tchaikovksy pretendia dedicar o concerto ao amigo mas o seu editor sugeriu que a obra fosse dedicada a um músico mais conhecido, o eminente violinista e pedagogo Leopold Auer. Como principal professor do conservatório de São Petesburgo formou uma geração de violinistas excepcionais como Heifetz e Mischa Elman.

Infelizmente Auer recebeu a dedicatória com frieza e considerava que profundas modificações precisavam ser realizadas para tornar o concerto executável. Desapontado Tchaikovsky acabou dedicando a obra a Adolph Brodsky que a estreou em 1881 em Viena.

Esta foi a primeira estreia de uma obra de Tchaikovsky fora da Rússia. Na época o público vienense não suportava a música russa desqualificando-a como bruta ou sentimental. A recepção foi muito hostil e o crítico Eduard Hanslick disse que obra fede ao ouvido.

Brodksy não se intimidou com as críticas e continuou executando a obra. Verdade seja dita anos mais tarde Auer voltou atrás e acabou ensinando o concerto para todos os seus alunos. A gravação de Heifetz é até hoje considerada uma referência da obra.

Fonte: http://www.jaraguaam.com.br/blogs/classicas-da-jaragua/tchaikovsky-o-mestre-das-melodias-inesqueciveis

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