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Clássicas da Jaraguá

O maravilhoso mundo do som estéreo

Acompanhe Clássicas da Jaraguá, todos os domingos às 17h na Rádio Jaraguá.

Ouça o programa do dia 05.11.17

 

Depois de uma devastadora guerra a década de 1950 foi um período extremamente próspero para a economia americana. A música clássica passava por um momento especial. Desde os anos 30 a maioria das rádios se dedicava ao gênero. O maestro Arturo Toscanini era uma figura lendária e sua orquestra, a Sinfônica da NBC, tinha um prestigiado programa semanal. Seus concertos eram transmitidos ao vivo através de uma nova mídia, a televisão.

Neste contexto os discos em 78 rotações por minuto apresentavam muitas desvantagens: eram frágeis, caros e tinham uma duração muito pequena (pouco mais de 3 minutos). Para a música clássica isto era um problema, pois uma sinfonia com aproximadamente 40 minutos necessitava de vários discos para ser gravada.

O desenvolvimento da fita magnética e dos discos de 33 rotações  representaram um grande avanço tecnológico. Outra revolução ainda mais sensacional estava a caminho: o surgimento da gravação estéreo onde é possível diferenciar os sons que vêm do lado esquerdo e direito.

A gigante RCA desenvolveu o ambicioso projeto de gravar os maiores artistas da música clássica, jazz e pop utilizando tecnologia de ponta. Esta série intitulada Living Stereo entrou para a história.

O produtor John Pfeiffer tinha carta branca para contratar os maiores músicos da época. O momento era oportuno, pois em função da guerra muitos artistas europeus se mudaram para os EUA. O orçamento era alto e o objetivo claro: produzir as melhores gravações em termos técnicos e artísticos.

O sucesso foi absoluto. Os novos discos em alta fidelidade alavancaram a venda de aparelhos de som de última geração da marca RCA.

Um dos músicos convidados para participar do projeto foi o pianista Vladimir Horowitz (1903-1989). Músico excepcional, de personalidade instável, passava longos períodos longe do público se dedicando ao ensino e à pesquisa musical. O seu maior período “sabático” ocorreu entre 1953 e 1965. No meio deste intervalo (1959) Horowitz fez sua única participação na série Living Stereo com duas sonatas de Beethoven. Esta gravação é uma interpretação superlativa de um artista em plena forma.

O escritor James Hilton disse certa vez que se a um surdo de nascença fosse dada a oportunidade de ouvir por uma hora apenas, esta hora seria muito bem utilizada ouvindo Horowitz. Ele continua “na verdade quando eu ouvi Horowitz pela primeira vez foi como se eu nunca tivesse ouvido o piano antes; como se o próprio instrumento não soubesse o que era capaz de fazer até Horowitz aparecer.”

 

Fonte: http://www.jaraguaam.com.br/blogs/classicas-da-jaragua/o-maravilhoso-mundo-do-som-estereo

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