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Clássicas da Jaraguá

Fraudes musicais

Na história das artes o nome de Han van Meegeren é lembrado como o maior falsário de todos os tempos. Ele, um pintor fracassado, decidiu criar obras falsas utilizando a técnica e os temas dos grandes pintores do passado

No início era uma forma de se vingar dos críticos, mas quando o dinheiro começou a entrar ele percebeu que se tratava de um ótimo negócio. Durante muitos anos o plano deu certo até ele ser preso por ter vendido um suposto tesouro nacional aos nazistas. Para não ser executado como traidor confessou que a obra era uma falsificação, assim como muitas outras que estavam nos mais importantes museus do mundo.

As falsificações musicais foram muito populares entre 1860 e 1935, pois havia poucas chances de serem descobertas. Na época, o conhecimento sobre a música antiga era muito limitado e a maioria desses compositores se conhecia apenas por nome. Assim, os falsários foram capazes de trabalhar sem obstáculos, ganhando a vida com os nomes de seus ilustres antecessores.

O compositor italiano Remo Giazotto sustentou durante toda sua vida que escreveu sua mais famosa obra, o Adagio, utilizando alguns fragmentos musicais do compositor barroco Albinoni encontrados nos escombros da Biblioteca de Dresden que foi bombardeada na 2ª Guerra mundial. Hoje é consenso que Giazotto escreveu uma obra original apenas inspirada no compositor barroco.

https://www.youtube.com/watch?v=F3_LAUo62CI

No caso da Chacona de Vitali a situação é inversa. Durante muito tempo se imaginou que o violinista Ferdinand David era o verdadeiro compositor. Recentemente vieram à luz manuscritos que comprovam que Vitali realmente escreveu uma Chacona para violino solo. David fez um belo arranjo que tornou a obra muito conhecida.

https://www.youtube.com/watch?v=kOnd2l1KkXs

Fritz Kreisler foi o violinista austríaco mais famoso da primeira metade do século 20. Nos seus programas costumava incluir transcrições de obras de compositores barrocos. Depois de muito tempo admitiu que na realidade a maioria eram obras suas. Ele justificou que achava desagradável repetir tantas vezes seu nome no programa e preferia “emprestar” o nome de outros compositores antigos para suas composições. Quando revelou a verdade despertou a ira dos críticos profissionais que ao jamais questionarem a autenticidade das obras foram ridicularizados.

https://www.youtube.com/watch?v=QzS6pLTJivU

Caso curioso é o da família de músicos Casadesus. Henri e Marius Casadesus fundaram, juntamente com Camille Saint-Saëns, a “Societé des instruments anciens” em 1901. A sociedade, que funcionou entre 1901 e 1939, era na prática um quinteto formado por instrumentos antigos, como a viola da gamba e a viola d’amore.

O grupo se tornou famoso em sua época por estrear obras “redescobertas” de compositores mortos há muito tempo. Décadas mais tarde Marius confessou que ele e o irmão eram os verdadeiros autores dessas obras.

https://www.youtube.com/watch?v=e9IcNw31CZ8

Uma das peças mais famosas de Bach, a Tocata e Fuga em Re menor, talvez não seja de sua autoria. Alguns estudiosos sustentam que Bach fez apenas um arranjo para órgão de uma obra de outro compositor. Bach costumava transcrever obras famosas de outros compositores para seu próprio deleite, mas jamais reivindicaria a autoria de obra alheia. Se for realmente o caso quem criou a confusão foi um de seus filhos ao atribuir erroneamente a obra ao pai.

https://www.youtube.com/watch?v=ho9rZjlsyYY

Fonte: http://www.jaraguaam.com.br/blogs/classicas-da-jaragua/fraudes-musicais

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