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Clássicas da Jaraguá

MOZART: criança prodígio ou artista maduro?

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Quando se menciona o nome Mozart a primeira imagem que vem à mente é a criança genial que encantou a nobreza europeia da época tocando piano de olhos vendados ou improvisando sobre temas propostas pela plateia. Por este motivo, é comum imaginarmos que suas composições são frutos de um gênio musical precoce. A realidade é um pouco diferente.

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) nasceu no lugar certo e na hora certa. Seu pai, Leopold, foi um famoso violinista e pedagogo. Até hoje seu método de violino é objeto de estudo. Como ocorria na época Wolfgang teve vários irmãos que não chegaram à idade adulta. No final restaram apenas ele e a irmão Maria Anna, apelidada de Nannerl. Desde muito cedo Leopold transmitiu todo seu conhecimento musical aos filhos. Tanto Wolfgang quanto Nannerl eram extremamente talentosos e as apresentações organizadas pelo pai foram um sucesso financeiro.

Chegaram até nós muitas composições do pequeno Wolfgang, mas existem dúvidas do grau de participação do pai nestas obras. A primeira sinfonia que entrou no repertório das orquestras foi a de nº 25 na tonalidade de Sol menor escrita quando ele tinha 17 anos. Para os padrões da época nesta idade um homem já era considerado adulto.

Nos 18 anos seguintes Mozart compôs algumas das músicas mais amadas de todos os tempos. Ele tinha o raro talento de dominar tanto a composição instrumental (sinfonias, concertos, sonatas) quanto a vocal (missas, óperas). A sinfonia nº 25 começa com grande efeito teatral parecendo uma cena de tempestade das óperas da época.

Em 1788, três anos antes de sua morte, Mozart compôs suas últimas 3 sinfonias, nº 39-41, que representaram na época o ápice do gênero. A primeira apresentação comprovada da sinfonia nº 40, também em Sol menor, foi regida por Antonio Salieri em 1791. Lembram dele? De acordo com o filme Amadeus de Milos Forman Salieri com inveja do talento excepcional de Mozart mandou envenená-lo. Não existe nada que comprove esta verdadeira calúnia. Salieri sequer tinha motivos para invejar Mozart. Além de bom compositor era metódico, organizado e gozava de grande prestígio na corte austríaca. Não tinha certamente o talento de Mozart, mas desempenhou um papel fundamental na história da música: foi professor de Ludwig van Beethoven.

As últimas sinfonias de Mozart representaram um desafio que parecia instransponível para os compositores da época. Mesmo Beethoven se sentiu intimidado para compor sua primeira sinfonia. Durante muitos anos fugiu do gênero para adquirir a competência necessária e apresentar um trabalho digno para suceder o legado do genial compositor austríaco.

O maestro Leonard Bernstein foi um excepcional músico e comunicador. Através de programas de TV como Concertos para a Juventude introduziu a uma nova geração as maravilhas da música clássica. Manteve uma parceria de sucesso com a Filarmônica de Viena onde regeu ciclos elogiados das sinfonias de Mahler e Beethoven.

Vale a pena entrar no site da Filarmônica de Nova Iorque onde estão disponíveis as partituras digitalizadas com as anotações do famoso maestro.

http://archives.nyphil.org/index.php/search?search-type=singleFilter&search-text=bernstein&doctype=printedMusic&search-dates-from=&search-dates-to=

 

Mozart: Sinfonias 25 & 40

Orquestra Filarmônica de Viena

Regência: Leonard Bernstein

Gravação ao vivo realizada no Musikvereinssall de Viena em 1985.

 

Fonte: http://www.jaraguaam.com.br/blogs/classicas-da-jaragua/classicas-da-jaragua-02-02

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